Da esq. para a direita: o diretor Tom Rezende, Ricardo Mancini, Fernanda Oliveira e Thiago Ubaldo. Abaixo: Lúcia Machado e Daniela Donasci

 

O EVANGELHO…

Numa cidadezinha com “histórias de gente simples trazidas da memória” todos embarcam na roda-viva da mentira, cada qual por motivos diversos: o padre quer o colégio novo; a pastora, fiéis; a política, votos e o bispo, escapar à pecha de pecador.

Nessa ciranda dos meios transformados em fins, o padre católico e a pastora protestante se unem para “capitalizar” o suposto milagre de uma estátua inexistente.

 

 

OS VERSÍCULOS DA BÍBLIA…

Em uma pequena cidade do interior, a população está dividida entre protestantes e católicos. A rivalidade entre os “lados” faz com que padre e pastora se encontrem secretamente para jogar xadrez na sacristia da igreja, já que os fiéis passarão a Quinta-feira Santa velando o “Senhor Morto”. Porém, o que não estava nos planos é que visitas inesperadas obrigassem a pastora a disfarçar-se de santo, escondendo-se atrás do pano que cobre as imagens na época da Quaresma.

Entre as surpresas, estão o filho adotivo do padre e a irmã da pastora que assumem estar namorando, sem saber que a pastora presencia a confissão. Não gostando da novidade, aproveita-se da “posição” para sugestionar ao casal de que o “santo” não aprovou o romance.

A notícia do milagre espalha-se rapidamente e a partir daí começa a grande confusão.

A RESTAURAÇÃO DAS IMAGENS…

A proposta estética de “O Santo Milagroso” se apropria de três importantes elementos para a sua encenação: Circo-Teatro, Sistema Coringa e Recurso Épico.

É do Circo-Teatro que são retirados os temperamentos de tipos como o Baixo Cômico, a Sobrete, o Galã, a Ingênua, a Dama Galã, a Cômica e a Coquete para a composição das personagens, e também a sonoplastia, que com efeitos que remete aos desenhos animados, marca a triangulação cênica, pontua o ritmo e trabalha a precisão do espetáculo.

Do Sistema Coringa é emprestado o grande desafio da encenação: o revezamento dos atores que permite que a mesma personagem seja interpretada aleatoriamente por todos que estão em cena.

E é a partir do Recurso Épico que são concebidos o cenário, os figurinos e a iluminação.

O cenário traz a idéia de que o “circo está armado” e o palco é utilizado como o próprio picadeiro. Na arena em plano alto, os atores em evidência fazem seus “contorcionismos” e na ribalta em plano baixo, outros atores aguardam o momento de apresentar o seu “número”.

A mobília cênica é composta apenas por banquetas que sugerem a representação do banco da praça, do sofá da casa protestante, dos assentos da sacristia e do palanque do coreto.

Os figurinos básicos e inteiramente brancos representam a universalidade das religiões em questão e são completados apenas por acessórios coloridos para facilitar a identificação na técnica coringa.

A iluminação demarca o palco com o auxílio de gobos e situa a platéia da ambientação cênica, já que a encenação não opta pela utilização do cenário gabinete dividido em quatro repartições, conforme propõe o texto escrito.

Outro recurso utilizado é a técnica de sombras, que através da rotunda do cenário são simbolizadas as intervenções dos “milagres” no nicho da igreja.

OS SANTOS DE DEVOÇÃO…

Texto: Lauro Cesar Muniz

Direção: Tom Rezende

Elenco: Thiago Ubaldo, Fernanda Oliveira, Ricardo Mancini, Lúcia Machado e Daniela Donasci.

Cenário e Figurino: Tom Rezende

Confecção de Figurinos: Hilda Lessa

Iluminação e Operação de Luz: Tom Rezende

Música Original: Vinício França e Heide Dória

Sonoplastia em Estúdio e Operação de Som: Rodrigo Dutra

Sonoplastia ao vivo: O Elenco

Preparação Circense: Victoria Cabral

Coreografia: Daniela Donasci e Tom Rezende

Maquiagem: Fernanda Oliveira e Tom Rezende

Adereços: Lúcia Machado

Programação Visual: Tom Rezende

Produção Executiva e Assessoria de Imprensa: Daniela Donasci

Fotos: Carlito

Produção Artística: Cia Na Corda Bamba

Serviço:

Duração: 90 minutos

Gênero: Comédia

Classificação: Livre